Projeto Memórias: brincadeiras de muitos tempos e lugares




Levantamento durou dois anos e material coletado foi reunido em livro e site.
Conteúdo pode ajudar pais e professores na interação com os pequenos.

Do G1 

Pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) coletaram histórias de faxineiros, porteiros e funcionários da creche do campus de São Carlos para resgatar antigas brincadeiras. Todo o material se transformou em um livro virtual e a ideia é aplicar o conteúdo no dia a dia, apresentando às crianças práticas como rodar pião e jogar pega vareta.

Colecionadora de brinquedos, Sylvana Almeida defende a importância do brincar. “Eles trazem uma lembrança de um passado, não é? E de um passado super saudável, de uma delícia de poder dividir, de brinquedos interessantes e que são de brincar com a mão, não são virtuais”, comentou. E foi justamente essa lembrança e esse contato que as pesquisadoras da USP buscaram resgatar.

Durante dois anos elas fizeram um levantamento com funcionários da unidade e reuniram a diversidade coletada em um livro e em um banco de dados à disposição no site "Projeto Memórias: brincadeiras de muitos tempos e lugares".

“As brincadeiras cantadas, brincadeiras de roda, cinco marias, pião, construção de carrinhos, todas essas brincadeiras que as crianças conhecem muito pouco, as crianças de hoje, porque elas se envolvem com outras brincadeiras desse mundo mais digital”, exemplificou a pesquisadora Janeide de Souza Silva.

O site tem também sugestões de atividades para a integração de crianças de todas as idades. “Sabemos que hoje as crianças não têm mais as ruas para brincar, muitas não têm os quintais para poderem brincar, então a creche vira o grande quintal, ali você tem a possibilidade de colocar um adulto, com sua infância, com a criança que tem dentro dele, em encontro com outra criança e compartilhar saberes, conhecimentos de uma época que é atual, mas também é de ontem”, explicou a professora Cristina Mara.

Quem testou os antigos brinquedos aprovou a iniciativa. "É muito legal, eu gostei muito", resumiu Ariella, de 12 anos, ao deixar o celular para pular elástico.

Fonte

Pesquisa Mundi

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