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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Literatura a um clique: sites possibilitam downloads gratuitos

Hoje em Dia

Quando o assunto é livro, hoje não é mais preciso dar a desculpa de “não tenho mais espaço” ou “não tenho dinheiro”. Pela internet, não faltam portais que oferecem livros por meio de downloads gratuitos de maneira legal. São obras clássicas (que estão no domínio público) e livros acadêmicos, essenciais para pesquisadores e universitários.

Passeamos por alguns desses sites e montamos um roteiro de navegação, cheio de títulos interessantes. Que tal dar um upgrade em sua biblioteca virtual?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Livros de Biossegurança

Biossegurança de OGMs Vol.1 - Biossegurança de OGMs: uma visão integrada

Fruto de projeto aprovado pelo CNPq através do edital 026/2007, o livro aborda os procedimentos que devem ser utilizados para se trabalhar legalmente com organismos geneticamente modificados. A coletânea de textos apresentada foi elaborada pelos pelos autores Marco Antônio da Costa e Maria de Fátima Barrozo da Costa a partir das experiências, vivências e reflexões de 35 autores envolvidos de alguma forma com o tema “biossegurança”, e tem como foco a biossegurança de OGMs.



Biossegurança de OGMs Vol.2 - Organismos Geneticamente Modificados - Como trabalhar legalmente?

Produto gerado e financiado pelo projeto do CNPq
Capacitação em Biossegurança de OGM (edital 026/2007), em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz. Autoria da pesquisadora do Laboratório de Taxonomia, Bioquímica e Bioprospecção de Fungos, Cíntia Borba, e de Maria Castro, ambas membros da Comissão Interna de Biossegurança do IOC.  

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Institui a Política Nacional do Livro ( Lei do Livro )

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA POLÍTICA NACIONAL DO LIVRO
DIRETRIZES GERAIS

        Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional do Livro, mediante as seguintes diretrizes:
        I - assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro;
        II - o livro é o meio principal e insubstituível da difusão da cultura e transmissão do conhecimento, do fomento à pesquisa social e científica, da conservação do patrimônio nacional, da transformação e aperfeiçoamento social e da melhoria da qualidade de vida;
        III - fomentar e apoiar a produção, a edição, a difusão, a distribuição e a comercialização do livro;
        IV - estimular a produção intelectual dos escritores e autores brasileiros, tanto de obras científicas como culturais;
        V - promover e incentivar o hábito da leitura;
        VI - propiciar os meios para fazer do Brasil um grande centro editorial;
        VII - competir no mercado internacional de livros, ampliando a exportação de livros nacionais;
        VIII - apoiar a livre circulação do livro no País;
        IX - capacitar a população para o uso do livro como fator fundamental para seu progresso econômico, político, social e promover a justa distribuição do saber e da renda;
        X - instalar e ampliar no País livrarias, bibliotecas e pontos de venda de livro;
        XI - propiciar aos autores, editores, distribuidores e livreiros as condições necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei;
        XII - assegurar às pessoas com deficiência visual o acesso à leitura.
CAPÍTULO II
DO LIVRO
        Art. 2o Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento.
        Parágrafo único. São equiparados a livro:
        I - fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro;
        II - materiais avulsos relacionados com o livro, impressos em papel ou em material similar;
        III - roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas;
        IV - álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar;
        V - atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas;
        VI - textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor, com a utilização de qualquer suporte;
        VII - livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual;
        VIII - livros impressos no Sistema Braille.
        Art. 3o É livro brasileiro o publicado por editora sediada no Brasil, em qualquer idioma, bem como o impresso ou fixado em qualquer suporte no exterior por editor sediado no Brasil.
        Art. 4o É permitida a entrada no País de livros em língua estrangeira ou portuguesa, imunes de impostos nos termos do art. 150, inciso VI, alínea d, da Constituição, e, nos termos do regulamento, de tarifas alfandegárias prévias, sem prejuízo dos controles aduaneiros e de suas taxas. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)
CAPÍTULO III
DA EDITORAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO LIVRO
        Art. 5o Para efeitos desta Lei, é considerado:
        I - autor: a pessoa física criadora de livros;
        II - editor: a pessoa física ou jurídica que adquire o direito de reprodução de livros, dando a eles tratamento adequado à leitura;
        III - distribuidor: a pessoa jurídica que opera no ramo de compra e venda de livros por atacado;
        IV - livreiro: a pessoa jurídica ou representante comercial autônomo que se dedica à venda de livros.
        Art. 6o Na editoração do livro, é obrigatória a adoção do Número Internacional Padronizado, bem como a ficha de catalogação para publicação.
        Parágrafo único. O número referido no caput deste artigo constará da quarta capa do livro impresso.
        Art. 7o O Poder Executivo estabelecerá formas de financiamento para as editoras e para o sistema de distribuição de livro, por meio de criação de linhas de crédito específicas.
        Parágrafo único. Cabe, ainda, ao Poder Executivo implementar programas anuais para manutenção e atualização do acervo de bibliotecas públicas, universitárias e escolares, incluídas obras em Sistema Braille.
        Art. 8o As pessoas jurídicas que exerçam as atividades descritas nos incisos II a IV do art. 5o poderão constituir provisão para perda de estoques, calculada no último dia de cada período de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, correspondente a 1/3 (um terço) do valor do estoque existente naquela data, na forma que dispuser o regulamento, inclusive em relação ao tratamento contábil e fiscal a ser dispensado às reversões dessa provisão. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)
        Art. 9o A provisão referida no art. 8o será dedutível para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)
        Art. 10. (VETADO)
        Art. 11. Os contratos firmados entre autores e editores de livros para cessão de direitos autorais para publicação deverão ser cadastrados na Fundação Biblioteca Nacional, no Escritório de Direitos Autorais.
        Art. 12. É facultado ao Poder Executivo a fixação de normas para o atendimento ao disposto nos incisos VII e VIII do art. 2o desta Lei.
CAPÍTULO IV
DA DIFUSÃO DO LIVRO
        Art. 13. Cabe ao Poder Executivo criar e executar projetos de acesso ao livro e incentivo à leitura, ampliar os já existentes e implementar, isoladamente ou em parcerias públicas ou privadas, as seguintes ações em âmbito nacional:
        I - criar parcerias, públicas ou privadas, para o desenvolvimento de programas de incentivo à leitura, com a participação de entidades públicas e privadas;
        II - estimular a criação e execução de projetos voltados para o estímulo e a consolidação do hábito de leitura, mediante:
        a) revisão e ampliação do processo de alfabetização e leitura de textos de literatura nas escolas;
        b) introdução da hora de leitura diária nas escolas;
        c) exigência pelos sistemas de ensino, para efeito de autorização de escolas, de acervo mínimo de livros para as bibliotecas escolares;
        III - instituir programas, em bases regulares, para a exportação e venda de livros brasileiros em feiras e eventos internacionais;
        IV - estabelecer tarifa postal preferencial, reduzida, para o livro brasileiro;
        V - criar cursos de capacitação do trabalho editorial, gráfico e livreiro em todo o território nacional.
        Art. 14. É o Poder Executivo autorizado a promover o desenvolvimento de programas de ampliação do número de livrarias e pontos de venda no País, podendo ser ouvidas as Administrações Estaduais e Municipais competentes.
        Art. 15. (VETADO)
CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS
        Art. 16. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios consignarão, em seus respectivos orçamentos, verbas às bibliotecas para sua manutenção e aquisição de livros.
        Art. 17. A inserção de rubrica orçamentária pelo Poder Executivo para financiamento da modernização e expansão do sistema bibliotecário e de programas de incentivo à leitura será feita por meio do Fundo Nacional de Cultura.
        Art. 18. Com a finalidade de controlar os bens patrimoniais das bibliotecas públicas, o livro não é considerado material permanente.
        Art. 19. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
        Brasília, 30 de outubro de 2003; 182o da Independência e 115o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Márcio Thomaz Bastos
Antonio Palocci Filho
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
Jaques Wagner
Márcio Fortes de Almeida
Guido Mantega
Miro Teixeira
Ricardo José Ribeiro Berzoini
Gilberto Gil
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 31.10.2003 (Edição extra)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Três mil manuscritos históricos da Biblioteca Apostólica do Vaticano vão ser digitalizados

Nos próximos quatro anos e disponibilizados online. Este trabalho faz parte do plano de digitalização de um total de 82 mil documentos, cerca de 41 milhões de páginas, que a biblioteca preserva actualmente e terá um valor de perto de 18 milhões de euros.
A Biblioteca do Vaticano data do século XIV. Antes desse período já existiam indícios de um trabalho de recolha e guarda de documentos relativos à Igreja Católica, mas também obras relacionadas com a ciência, matemática ou medicina. Desde então e até aos dias de hoje, a biblioteca reuniu mais de 180 mil manuscritos, 1,6 milhões de livros impressos, mais de 8600 incunábulos (obras impressas antes do século XVI), acima de 300 mil moedas e medalhas, 150 mil desenhos e gravuras e outros 150 mil exemplares de fotografia.
Segundo um acordo firmado na quinta-feira entre o Vaticano e a empresa japonesa NTT Data, três mil dos manuscritos existentes vão ser digitalizados numa primeira fase para depois serem publicados no site da biblioteca em imagens de alta definição e ser criado um arquivo digital.
Actualmente, a biblioteca já tem disponíveis no seu site várias centenas de manuscritos e incunábulos digitalizados, mas este será o maior passo dado no projecto de digitalização.
A NTT Data, uma empresa de tecnologia com experiência em arquivo digital, vai digitalizar, arquivar e criar medidas especiais para formatos de armazenamento digital e sistemas de segurança dos 3000 documentos iniciais online, num total de 1,5 milhões de páginas. Este trabalho vai ser feito com a colaboração de bibliotecários do Vaticano.
“Os manuscritos que serão digitalizados são da América pré-colombiana, China, Japão e Extremo Oriente, passando por todas as línguas e culturas que marcaram a cultura da Europa”, explicou na conferência de imprensa de apresentação do projecto o monsenhor Jean-Louis Brugues, arquivista e bibliotecário da Igreja Católica.
Com este projecto, o Vaticano espera "cultivar ainda mais a missão de preservar estes tesouros da humanidade e torná-los mais disponíveis e conhecidos num profundo espírito de universalidade, incluindo a universalidade do conhecimento e a universalidade de colaboração e parceria com instituições e empresas em todo o mundo", como acrescentou, por sua vez, o monsenhor Cesare Pasini, prefeito da Biblioteca Apostólica do Vaticano.

Fonte:
Disponível em < http://www.publico.pt/mundo/noticia/tres-mil-manuscritos-da-biblioteca-apostolica-do-vaticano-vao-digitalizados-e-publicados-online-1629181#/0>


segunda-feira, 10 de março de 2014

Publicações Eletrônicas

Para obter o ISBN é necessário o cadastro na Agência como editor pessoa física ou editor pessoa jurídica (ver link de cadastramento).
Uma publicação eletrônica (livro eletrônico, CD ROM ou disponível na internet) receberá ISBN desde que:
  1. Contenha texto;
  2. Esteja disponível ao público;
  3. Não haja nenhuma intenção de que a publicação seja um recurso continuado.

Tais publicações podem ser também compostas de figuras e sons.
Material de link como por exemplo, hipertexto, só será considerado coberto pelo mesmo ISBN se fizer parte da publicação.

NÃO SE ATRIBUI ISBN PARA AS SEGUINTES PUBLICAÇÕES:
  1. Publicações sujeitas a frequentes atualizações e em que seja possível acessar e fazer mudanças quase imediatas, como bancos de dados on-line;
  2. Sites de internet;
  3. Materiais promocionais e propagandas;
  4. Quadros de anúncios;
  5. E-mails e outras correspondências eletrônicas;
  6. Mecanismos de busca;
  7. Jogos;
  8. Documentos pessoais (curriculum ou perfil pessoal);
  9. Agendas / diários / calendários;
  10. Jornais / revistas.

SOFTWARE
É atribuído ISBN para identificar um produto de software específico para fins educacionais e instrutivos, como um software de treinamento por computador, contanto que não seja personalizável e que não precise de dados para funcionar. Todos os outros produtos de software, como jogos de computador, não poderão receber ISBN

ATRIBUIÇÃO DE ISBN
  1. Quando uma publicação ou produto específico estiver disponível com um sistema operacional e/ou linguagem de comandos diferentes cada formato em separado receberá um ISBN exclusivo;
  2. Sistemas operacionais e dispositivos de leitura não recebem ISBN;
  3. Quando a publicação ou produto for atualizado, revisado ou alterado e as mudanças forem suficientemente significativas, será considerada uma nova edição e um novo ISBN será atribuído;
  4. Um ISBN deve ser atribuído a um produto de software seja qual for a sua forma física;
  5. Quando os formatos forem diferentes, cada formato receberá seu próprio ISBN. Por exemplo, PDF - HTML - OEB.

LOCAL DE EXIBIÇÃO DO ISBN NA PUBLICAÇÃO
  1. Na tela de exibição do título;
  2. Na primeira tela ( CDs, publicações on line );
  3. Na tela de exibições equivalentes;
  4. No caso de filmes educativos/instrutivos e outros vídeos o ISBN aparecerá nos créditos.

SOLICITAÇÃO DO NÚMERO DO ISBN É OBRIGATÓRIO:
  1. A Solicitação do ISBN deve ser encaminhada junto com o formulário de Cadastramento;
  2. Preencher todos os campos especificados no formulário, EXCETO, o item 7 (prefixo editorial). Este prefixo será atribuído pela agência ao Editor no ato do cadastro;
  3. Preencher o Código e Tabela de Assuntos;
  4. Enviar a cópia da Folha de Rosto da publicação (modelo abaixo) a ser editada;
  5. O envio do comprovante bancário original (o Editor deverá guardar uma cópia para caso de perda ou extravio).

OBS: As Solicitações enviadas incompletas serão devolvidas.

SOLICITAÇÃO DO ISBN
  1. É obrigatório enviar o formulário de solicitação de ISBN junto com o formulário do cadastramento;
  2. Preencher todos os campos, exceto o item 9 (prefixo editorial). Este prefixo será atribuído pela Agência ao editor no ato do cadastramento;
  3. Preencher o código do campo "Tabela de Assuntos" no formulário (ver abaixo link da tabela para acesso);
  4. É obrigatório o envio da cópia da folha de rosto da obra a ser publicada (modelo abaixo);
  5. Enviar depósito bancário original referente ao serviço do número do ISBN;
  6. Não é necessário o envio da boneca do livro.Caso seja enviada, será encaminhada para o Setor de Intercâmbio da Fundação Biblioteca Nacional para ser distribuída como doação para outra instituição;
  7. A Agência solicitará, sempre que necessário, o envio da cópia das 15 primeiras páginas da obra a ser editada ou o envio da obra completa, para análise.

O que é ISBN

O ISBN - International Standard Book Number - é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a circulação e comercialização das obras.
Criado em 1967 por editores ingleses, o sistema passou a ser amplamente empregado, tanto pelos comerciantes de livros quanto pelas bibliotecas, até ser oficializado, em 1972, como norma internacional pela International Organization for Standartization - ISO 2108 - 1972.
O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta, coordena e delega poderes às agências nacionais designadas em cada país. Desde 1978, a Fundação Biblioteca Nacional representa a Agência Brasileira, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país.
Uma vez fixada a identificação, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra. A versatilidade deste sistema de registro facilita a interconexão de arquivos e a recuperação e transmissão de dados em sistemas automatizados, razão pela qual é adotado internacionalmente. O ISBN simplifica a busca e a atualização bibliográfica, concorrendo para a integração cultural entre os povos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

DIREITO AUTORAL E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DA PRODUÇÃO, USO E DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO: um olhar para as Licenças Creative Commons


RESUMO

O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, em especial a rede mundial de computadores, Internet, e seu ambiente informacional Web 2.0 tem provocado mudanças significativas na sociedade contemporânea quanto às formas de produção de conteúdo informacional. A colaboração e re-mixagem, favorecidos pelos novos serviços e aplicações propiciados pela evolução da Web, são práticas presentes que contribuem para o exponencial crescimento de produtores de informação. Uma parcela importante da humanidade deixa de ser mero consumidor de bens simbólicos e passa a integrar-se em uma sociedade que vê na colaboração e no remix uma nova forma de criação, uso e disseminação de conteúdo intelectual. Contudo, como tais práticas envolvem produção e uso de conteúdo informacional fruto do intelecto humano, elas são regradas pela legislação que determina sob quais condições autor e usuário devem produzir e usar a obra intelectual. Essa legislação, estabelecida anterior à criação da Web, tem gerado um descompasso no contexto da Web 2.0 que necessita ser de alguma forma solucionado para o reequilíbrio necessário ao fluxo da informação. Este estudo explora o ambiente informacional colaborativo Web, o alcance do Direito Autoral nesse ambiente e as licenças Creative Commons como uma das alternativas que produtores e usuários de informação podem utilizar para, criar, recriar, compartilhar, usar, reusar e disseminar legalmente a produção intelectual em beneficio da construção do conhecimento. 

Palavras-chave: Informação e Tecnologia, Web Colaborativa, Direitos
Autorais, Licenças Flexíveis, Creative Commons, Ambiente
Informacional Digital.

Leia mais

Inf. & Soc.:Est., João Pessoa, v.19, n.3, p. 39-51, set./dez. 2009

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Sociedade em Rede

Embora confrontado com a multiplicidade
dispersiva de tarefas e obrigações — que naturalmente preenchem o quotidiano
do Presidente da República — continuei a interrogar-me, nos últimos anos, sobre a
natureza e Direção do movimento que interliga informacionalismo, economia do
conhecimento e sociedade em rede. Para onde nos está ele a levar? Que exigências
coloca aos agentes econômicos e aos decisores políticos? De que modo interfere ele
no quotidiano e na definição dos horizontes existenciais dos cidadãos?
É de tal modo vertiginoso o ritmo a que se desenvolvem esses fenômenos,
tão intenso o esforço dos analistas para encontrarem interpretações ajustadas ao que
se passa, que o cumprimento do dever do Presidente da República de estar atento e
tentar perceber o que muda à nossa volta dificilmente se compatibiliza com o exercício
das suas atividades correntes.

Parar para pensar, de preferência na companhia dos que estão mais preparados
para refletirem, com fundamentos teóricos e empíricos sólidos, sobre o devir social,
torna-se, nestas condições, uma exigência de bom senso elementar.
Refletir, mais uma vez, sobre os constrangimentos e oportunidades ao alcance
da sociedade portuguesa no contexto global de construção de sociedades em rede, foi
o que decidi fazer, tendo para isso contado com o apoio — que considero um
verdadeiro privilégio — do Professor Manuel Castells, sem dúvida um dos mais
brilhantes e reconhecidos teorizadores da mudança social na era digital.
Nos dois dias de intenso trabalho do seminário por ele organizado em colaboração
com Gustavo Cardoso, foi possível, graças à qualidade dos especialistas nacionais e
estrangeiros presentes — cuja participação volto a agradecer nesta oportunidade em
que se publicam as suas contribuições —, apresentar e discutir perspectivas atualizadas
sobre as principais tendências de evolução em Direção à sociedade em rede. E, isso,
sem perder de vista que tais tendências se concretizam, nos diferentes países e domínios
da vida social, segundo ritmos e padrões muito diversificados. Leia mais 


Jorge Sampaio, Presidente da República Portuguesa
Lisboa, Janeiro de 2006

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Livro-Linguagem Documentária Teorias que fundamentam sua elaboração


INTRODUÇÃO

Todo movimento existente nos Sistemas de Recuperação de
Informação tem por princípio geral possibilitar a seu usuário o acesso à
informação/documentos. Nestes Sistemas, vários são, atualmente, os
instrumentos utilizados para representar o conhecimento de uma dada
área do saber.Estesinstrumentos são denominados, deuma forma geral,
linguagens documentárias, como o Tesauro e os Esquemas de
Classificação, para citar apenas osmais relevantes.

OsEsquemas de Classificação e os Tesauros se apresentam ambos,
na maioria das vezes, sob duas formas: a alfabética e a sistemática. A
forma sistemática torna evidente uma estrutura de conceitos.' Esta
estrutura permite ao usuário compreender asrelações que existem entre
os conceitos de uma dada área do conhecimento, o que facilita a
comunicação entre o usuário e a base de dados. Osconceitos, para serem
manipulados, necessitam de um símbolo que permita a comunicação.
Na área da documentação, o símbolo é lingüÍstico, sendo denominado
"termo de recuperação". Osconceitos e termos são, portanto, elementos
de qualquer esquema de classificação e dos tesauros. Acesse o livro

Fonte:

EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Niterói, RJ - 2001

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Infraero distribui livros pelos aeroportos em campanha de incentivo à leitura





A espera no aeroporto pode ficar menos entediante. A Infraero embarcou no movimento “Bookcrossing”, que tem por objetivo incentivar a leitura e fazer do mundo uma grande biblioteca.
Livros doados por funcionários em uma campanha de arrecadação interna estão espalhados pelo aeroporto de Congonhas desde  quinta-feira (14/11) passada.
Quem quiser pode levar o livro para casa. Pede-se que, após a leitura, eles sejam deixados em outro aeroporto ou local público.
Em Congonhas, os livros podem ser encontrados nas salas de embarque e áreas de alimentação. Ele vêm com um marcador explicando sobre a campanha.
Além de Congonhas, a campanha Livro Viajante da Infraero já chegou em Belém, Santarém, Marabá (PA), Macapá (AP) e São Luís (MA).

Fonte:

Folha de S. Paulo 21/11/2013

sábado, 31 de agosto de 2013

Bibliofagia


Bibliofagia por estricnadobax

Bibliofagia

Genésio é um bibliotecário que desde criança devora livros avidamente. Passagens de livros escritos por Franz Kafka, Manuel Bandeira, Clarice Lispector e George Orwell começam a perturbá-lo.

Agraço a dica de meu amigo Rodney
Valeu.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O lugar que guardava livros


Importante pensador do futuro das bibliotecas, Matthew Battles defende ‘curadoria’ da informação digital e participação do cidadão nos acervos

MAURÍCIO MEIRELEs- Globo
Publicado em 13/08/2013

RIO - Matthew Battles era um homem que tomava conta dos livros. De responsável pelas obras raras da biblioteca da Universidade de Harvard ele passou a um dos principais pensadores do futuro das bibliotecas diante dos avanços tecnológicos. Hoje, dirige o MetaLab, centro de pesquisas de Harvard sobre a influência da tecnologia nas artes e ciências humanas. No laboratório, é um dos colaboradores da Digital Public Library of America, biblioteca digital que une vários acervos dos Estados Unidos. Ele conversou com O GLOBO, por telefone, antes de vir ao Rio para a série “Múltiplos e contemporâneos: a literatura .com”, que começa nesta quarta-feira com sua palestra “Biblioteca do futuro”, às 18h30m, no Centro Cultural Banco do Brasil — e terá uma mesa por mês, até dezembro.
O senhor já escreveu um livro sobre a história cultural das bibliotecas (“A história conturbada das bibliotecas”, editora Planeta, 2008). Como elas vão mudar daqui em diante?
A biblioteca já existia antes de haver o livro como o conhecemos, um produto comercial. Ao longo do tempo, as bibliotecas foram reconhecidas mais pela sua forma do que pelos livros guardados nelas. Portanto, são um conceito aberto, com espaço para mudança. Elas terão um papel importante no futuro, mas o que fazemos dentro delas e os objetos com os quais interagimos vão mudar.
Que novos materiais a biblioteca passará a guardar?
Conforme os livros passem a ocupar o reino digital, a biblioteca vai virar um local para interagir com tais objetos, criando novas experiências de significado a partir deles. Os e-books são maravilhosos, mas seu modelo de consumo é baseado sobretudo no iPod e no download de músicas — que ouvimos em fones de ouvido, de forma privada. A leitura já é um ato bastante privado, então precisamos de formas de dividir essa experiência uns com os outros. Caso contrário, ela vira uma província em que só há interação do consumidor com um varejista da internet. As bibliotecas podem ajudar nisso ao dar acesso a outras fontes de informação, como ferramentas de visualização, mecanismos de edição, salas interativas — e outras mídias caras demais para o leitor ou estudante médio. Além disso, a biblioteca vai ajudar o leitor a se ver como criador de cultura. E auxiliá-lo a preservar peças do seu passado que tenham a ver com nossa história comum.
As bibliotecas costumam guardar os chamados efêmeros, como jornais e documentos oficiais. Elas vão continuar a guardá-los? Como fazer com a informação das redes sociais?
Um amigo meu tem uma coleção enorme de fanzines, que ele acaba de doar para a biblioteca de obras raras da Universidade de Iowa. Esse tipo de acervo é precioso, e as bibliotecas vão continuar a organizá-lo. Mas mais interessante é a informação digital — desde mensagens de e-mail e das redes sociais até dados da vida urbana e de saúde pública. Hoje, muito da nossa interação com o mundo produz informação. As bibliotecas precisam entender as vastas fontes de informação da sociedade moderna como um fenômeno que precisa de curadoria.
Para preservar o acervo, é comum que o acesso a ele seja dificultado. Como encontrar o equilíbrio entre preservação e necessidade de interação?
As ferramentas digitais ajudam. Já faz um tempo que digitalizamos livros e material iconográfico. O próximo passo é permitir que os usuários da biblioteca tenham acesso a dados que conectem esses livros e outras fontes uns aos outros. Como encontrar todos os livros que mencionam o Rio de Janeiro? Como descobrir quantas vezes uma obra foi traduzida ao longo da História, com um mapa de sua leitura no mundo?
O senhor pode dar algum exemplo de iniciativas que fazem isso?
Várias cidades americanas já divulgam dados civis que documentam tudo, desde a origem dos alimentos até dados de trânsito. Muitas bibliotecas já digitalizaram seus acervos, mas essas fontes de informação são meio esotéricas, difíceis de encontrar e usar. É preciso criar programas para ajudar o cidadão a interagir com eles. Um grande exemplo é a Digital Public Library (projeto do historiador Robert Darnton de digitalização e acesso aos acervos das bibliotecas americanas) e a Europeana (biblioteca digital da União Europeia). Essas iniciativas permitem que programadores independentes interajam diretamente com ele, criando programas para lidar com a informação.
Qual a sua colaboração com a Digital Public Library?
A Digital Public Library vai reunir acervos de várias bibliotecas. Depois, será feito um catálogo de catálogos. A ideia é que os arquivos conversem entre si. Estamos criando ferramentas para interagir com esse acervo de acervos. Mais à frente, a ideia é ajudar as pessoas a incluir seu próprio material.
Um dos obstáculos para digitalizar acervos diz respeito aos direitos autorais. O Google Books tentou e não conseguiu. Como resolver isso?
As pessoas têm mais consciência da importância de compartilhar a informação cultural. Com o tempo, as leis também devem mudar. O próximo passo da digitalização deve ser pessoas comuns contribuírem para arquivos históricos e culturais. Perdemos muito da Antiguidade clássica porque autores como Cícero e Horácio, por exemplo, não escreviam sobre o cidadão comum. Seus manuscritos só refletem parte da vida naquele tempo. Já nas ruínas das casas, há registros de recibos, poemas, cartas de amor.
No Brasil, há muitas bibliotecas vazias por conta da dificuldade de atrair o público. Como mudar isso?
Todo mundo está virando bibliotecário. A biblioteca precisa apelar para a sensação de alegria das pessoas de descobrir algo novo e dividir com os outros. É o que já fazemos nas redes sociais. O desafio é fazer essa lógica funcionar no espaço físico, por meio da tecnologia, que nos permita interagir não só com os livros, mas uns com os outros


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/o-lugar-que-guardava-livros-9492851#ixzz2cSWD1DeZ 
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

A linguagem documentária vista pelo conteúdo, forma e uso na perspectiva de catalogadores e usuários


Introdução

As linguagens documentárias são linguagens estruturadas e controladas, construídas a partir de princípios e de significados advindos de termos constituintes da linguagem de especialidade
  2 e da linguagem natural (linguagem do discurso comum), com a proposta de representar para
recuperar a informação documentária.


Os princípios de garantia literária, garantia de uso e garantia cultural norteiam esse processo na construção de uma linguagem documentária consistente que contemple termos correspondentes ao repertório científicdo usuário
e do contexto sociocultural em que está inserida. Os estudos de Lancaster (1987) sobre a garantia literária e a garan-


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Estudante receberá o valor de R$ 18 para compra de livros na Feira do Livro de Ribeirão Preto


Educação distribui


É o fim mesmo  R$ 18,00 para comprar livros!!!! Sabe-se que os livros no Brasil é muito caro.

 nesta sexta-feira "cartão-livro" para 76 mil 

alunos de Ribeirão Preto.


Estimular a leitura e aproximar o jovem do universo literário é o objetivo da Secretaria da Educação ao distribuir nesta sexta-feira (24), o “cartão livro” para aproximadamente 76 mil estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de escolas da Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto.
O benefício para cada aluno é de R$ 18 e será usado exclusivamente durante a 13ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que acontece de 6 a 16 de junho. Os estudantes receberão o cartão nominal na escola e serão orientados sobre a forma de utilização.
"Permitir que os alunos comprem seus livros é dar-lhes condições de serem protagonistas tanto na administração de seus próprios recursos financeiros quanto na ampliação da sua capacidade de escolha, já que poderão selecionar os títulos e gêneros de sua preferência", afirma o coordenador das ações da Secretaria da Educação no evento, Ricardo Addeo Dias .
Além do “cartão livro” os alunos contarão com 300 ônibus, responsáveis pelo transporte, e lanches, no valor de R$ 5 reais para cada estudante. Ao todo, estão sendo investidos cerca de R$ 1,4 milhão.
Fonte:
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

terça-feira, 21 de maio de 2013

Unesco disponibilizará publicações gratuitamente


A partir de julho de 2013 as publicações estarão disponíveis no repositório do Open Access
A organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, a Unesco, declarou semana passada que irá disponibilizar gratuitamente todas as suas publicações, seguindo decisão anunciada no Fórum Mundial da Sociedade da Informação no último dia 13. Com a nova política, qualquer pessoa poderá baixar, traduzir, adaptar, compartilhar e distribuir as publicações da instituição sem pagar. A medida visa aumentar a visibilidade, acessibilidade e acelerar a distribuição das publicações. A organização apóia também o movimento Open Access, criado em resposta ao aumento dos custos da literatura científica.

Fonte:

terça-feira, 14 de maio de 2013

Prefeitura de São Paulo disponibiliz a Cartilha como se relacionar com pessoas com deficiência física, intelectual, auditiva, visual e multipla


Elaborada em formato de bolso, com uma linguagem simples e objetiva, a publicação busca demonstrar ao público em geral o que sao "atitudes inclusivas". Indica as condutas adequadas no contato com pessoas com deficiência física, intelectual, auditiva, visual, surdocegueira e múltipla, além de informações sobre as terminologias e alguns "mitos e verdades" desse universo. Este material não tem a pretensão de ditar regras, mas sim, compartilhar as experiências vividas pelos profissionais da secretaria nos últimos anos. 

Clique aqui para fazer o download do "Dicas de Relacionamento com as pessoas com deficiência"

Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência
e Mobilidade Reduzida - SMPED
Tel. 11 3913-4000

HABISP deixa disponível documentos e publicações




Sistema de informações para Habitação Social na cidade de São Paulo,estão disponíveis para visualização e download os documentos e publicações relacionados à Habitação Social na cidade de São Paulo.

Acesse a Página 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Livros e Publicações: Cidade Informal no Século XXI

A cidade informal constitui o corpo central desta exposição. São mostrados diagramas detalhados, dados estatísticos e definições das características sociais, políticas e espaciais; ou seja, análises das ocupações precárias do território – daquela parte da cidade que não tem urbanização legal – onde o parcelamento do solo é descontrolado e as construções não têm planejamento, resultando nos chamados assentamentos espontâneos, com pouca ou nenhuma infraestrutura e serviços. Veja as publicações 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Livro e leitura


 

Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura

M Soares - Educação Sociedade, 2002 - SciELO Brasil

Políticas públicas para o livroleitura e biblioteca

CCE BRASIL - Ci. Inf, 2006 - SciELO Brasil

O mundo como representação

R Chartier - Estudos avançados, 1991 - SciELO Brasil

Autores editores de compêndios e livros de leitura

CMF Bittencourt - Educação Pesquisa, 2004 - SciELO Brasil

A revolução da escrita na Grécia suas conseqüências culturais

Havelock - São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1996 - interface.org.br

A biblioteca pública no contexo da sociedade da informação

EJ Suaiden - Ciência da informação, 2000 - revista.ibict.br

Reformismo ilustrado, censura práticas de leitura: usos do livro na América portuguesa

LC Villalta - … práticas de leitura: usos do livro …, 1999 - caminhosdoromance.iel.unicamp.br

Tipos de Relevo

Os principais tipos de relevo terrestre são divididos em quatro formas fundamentais: ​ Planalto: Superfícies elevadas e relativamente pla...